História das Raças
Raça Pônei Brasileiro
Antigamente o uso da tração animal era indispensável ao homem. O serviço de extração mineral nas grutas exigia cavalos fortes, porém bem pequenos e que suportassem pesadas cargas pelos longos, íngremes e estreitos túneis das minas. Com estes atributos básicos foram selecionados os primeiros pôneis.Os pôneis da Raça Pônei Brasileiro descendem dos “Shetland” da Escócia, dos “Falabella” da Argentina, além de alguma influência de animais oriundos do Paraguai e Uruguai.
Hoje, já com o Padrão Racial aperfeiçoado, a sua altura não pode ultrapassar 100cm para machos e 110cm para fêmeas, sendo a estatura ideal 0,90cm. Este pequenino cavalo exibe formas lapidadas, como convém a todo eqüino de dupla aptidão – sela e tração leve.Possui cabeça de forma triangular com orelhas pequenas e bem implantadas, olhos vivos e expressivos, narinas delicadas, abertas e flexíveis. Seu pescoço tem comprimento e musculatura proporcionais com crinas fartas e sedosas. Tronco forte e compacto com dorso–lombo curto, reto e forte, garupa bem musculada, de forma arredondada e harmoniosamente ligada ao lombo. Membros proporcionais, fortes e bem aprumados.
Raça Piquira

Surgiu no sul do estado de Minas Gerais, região do campo das vertentes e no Triângulo Mineiro, espalhando se por Goiás, Bahia e demais estados do Nordeste. Hoje em dia está difundida em todo o Brasil. O Piquira era criado sem diretrizes uniformes até que em 1970 se constituiu, em Belo Horizonte, a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Piquira e Pônei, que a partir de 1978 passou a denominar-se Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pônei.
A Raça Piquira se formou a partir de um lastro étnico de várias naturezas assim relacionadas:
Miscigenação das raças eqüinas introduzidas durante a colonização do Brasil, com éguas nativas de pequeno porte.
Produtos que na seleção da raça Pônei Brasileiro, modificaram sua morfologia, seu porte e dinâmica de locomoção.
Grupo de indivíduos que sofreram um processo de atrofia por consangüinidade estreita, alimentação, clima e outros fatores. São as outras raças marchadoras nacionais. Esse ramo é o que teve menor influência.
Produtos oriundos de uma evolução natural, onde por circunstâncias de clima, alimentação e seleção funcional, chegaram a um tipo que consideramos ideal para a composição desta raça. Não possuem origem exclusiva de regiões áridas do sertão, como querem alguns, quando os chamam, impropriamente, de “caatingueiros”. Esses espécimes foram identificados em regiões diversas e com padrões bastante próximos.
É um belo Pônei de cabeça refinada com perfil retilíneo, olhos expressivos, narinas amplas e flexíveis. Seu pescoço possui forma piramidal de inserções harmoniosas e crinas finas e sedosas. Cernelha bem definida, peito amplo e profundo, costelas longas e arqueadas, dorso-lombo curto, reto e musculado, garupa longa, proporcional inserida harmoniosamente ao lombo e suavemente inclinada. Membros de ossatura forte e delicada, bem aprumados.
O Padrão Racial prevê altura ideal de 1,22 m para machos e 1,20m para fêmeas, sendo 1,30m a altura máxima para machos, 1,28m a altura máxima para fêmeas e 1,15 é a altura mínima para ambos. A essência desta raça é o andamento marchado e cômodo.
O Piquira é um cavalo tipo Sela que se iguala em qualidade às tradicionais raças que se locomovem em tríplice apoio, sendo o menor marchador geneticamente selecionado. Trabalhador, ágil e incansável o cavalinho se presta, e muito, para os serviços da fazenda. Portador de grande agilidade, o Piquira pode ser utilizado em todas as modalidades hípicas, como o salto, as provas funcionais, o charreteamento, cavalgadas e principalmente, concursos de marcha, sua maior vocação.
Pelo seu pequeno porte, grande rusticidade e resistência ao esforço físico, docilidade, fácil manejo e, sobretudo por ser marchador, o Piquira é o preferido na lida da fazenda, trabalhando com rapidez e agilidade em ladeiras, trilhas de gado, cerrados e capoeiras. Muito conhecido como “o cavalo da porta”, para qualquer eventualidade, sempre disposto e paciente, transporta seu cavaleiro com segurança mesmo nos terrenos mais pedregosos, íngremes ou escorregadios.
É o cavalo ideal também para pequenas propriedades, por ser menor, ocupar menos espaço e consumir menos alimentos. O cavalo Piquira é no Brasil, o cavalo da garotada. Não há montaria que se iguale nessa destinação ímpar de iniciar hoje os cavaleiros do amanhã e despertar vocações para o campo.
Na verdade não existe nenhum eqüino mais apropriado ao inicio da equitação infantil do que o Piquira, pois este é o único corcel que reúne extrema facilidade de condução aliada à marcha cômoda, com rara beleza e aquela proporcionalidade que deve existir entre o porte do cavaleiro mirim e o de sua montaria.
Haflinger
As qualidades de nobreza, força, beleza, docilidade, resistência, boa índole e adaptabilidade a qualquer clima fizeram do Haflinger um dos cavalos mais solicitados do mundo.A grande resistência e dureza dos seus cascos com passadas firmes e equilibradas em terrenos rochosos, estreitos e acidentados dos Alpes, nas longas jornadas na neve ou na chuva, tornaram o cavalo Haflinger, uma prioridade para o Exército Austríaco e Alemão nas ultimas duas grandes guerras.
O cavalo Haflinger é admirado por todos, também pela sua versatilidade em atender a cavaleiros de todas as idades e ainda, pela beleza de suas diversas nuances doiradas da pelagem, crinas brancas, cheias e luzidias. Tem sido fonte de inspiração de muitos pintores e fotógrafos, razão porque, são os quadros e pôsteres de cavalo mais vistos, espalhados pelo mundo inteiro; em todo lugar que chegamos, está lá um Haflinger na parede.
Raça Shetland
A Raça Shetland é oriunda das ilhas de Shetland, na Escócia.Os primeiros remanescentes do pônei Shetland encontrados nas ilhas foram, provavelmente, domesticados durante a Era do Bronze, 2500 A.C. apesar de encontrarmos na literatura citações de que os ancestrais do pônei tiveram origem em regiões inóspitas da Inglaterra por deficiências nutricionais o mais provável é que, como os ancestrais dos eqüinos apresentavam altura na cernelha de aproximadamente 13,2 polegadas ou 33,53 cm, os pôneis, talvez, tenham evoluído de forma mais lenta, estando hoje, mais próximos do ancestral do cavalo do que dos eqüinos de maior porte.
É provável também que, devido ao isolamento que se seguiu, seu tamanho tenha sido reduzido em conseqüência da alta consangüinidade da população. Segundo alguns autores, o pônei Shetland é uma linguagem do pônei norueguês, que foi levado para as Ilhas. Nos Shetland puros a altura varia de 0,65 a 1,25m. Esta altura usualmente não aumenta se o animal é criado em terras de melhor qualidade e em condições climáticas mais amenas do que as ilhas nativas.
É a menor e a mais característica raça eqüina inglesa, com as qualidades de rusticidade, resistência e vivacidade. Qualquer pelagem é permitida, sendo que as mais comuns são a preta e castanha escura, encontrando ainda, tordilhos e malhados. Os animais possuem cabeça pequena, bonita, com os olhos muito vivos, grandes e proeminentes, fronte larga e deprimida, cavidades orbitais salientes, face curta e de formato trapezoidal, orelhas pequenas, pescoço curto, grosso e musculoso, cernelha saliente, espáduas longas, dorso – lombo curto e robusto, corpo compacto, garupa muito desenvolvida, cauda de implantação alta, membros curtos e finos. As crinas são abundantes, longas e retas. São mais fortes, resistentes, e longevos que os animais maiores. O pônei Shetland tem temperamento extremamente dócil e são fáceis de serem treinados. Adaptam–se a todos os tipos de trabalho compatíveis ao seu tamanho, tendo sido utilizados por animais de carga em grandes profundidades.
Raça Welsh Pony
Originária da Escócia, foi introduzida recentemente no Brasil pela sua beleza,A sua semelhança com o Cavalo Árabe é atribuída à presença de dois garanhões desta raça soltos a uns três séculos, nas montanhas de Gales, onde habitavam fêmeas pôneis nativas. Pela sua coragem, mansidão e sociabilidade servem não só como montaria, mas também para tração leve.
Raça Fjord
O Pônei Fjord norueguês é um dos cavalos mais antigos mundo e de maior pureza racial. Acredita-se que os cavalos Fjord migraram para a Noruega e foram domesticados, há 4000 anos. São eqüinos rústicos, de fácil adaptação a quaisquer topografias e climas. Há evidências arqueológicas de que vêm sendo selecionados como raça há quase 2000 anos.
O Pônei Fjord apresenta beleza, temperamento dócil e ativo, possante estrutura corporal que habilita a raça a ser utilizada para todas as modalidades de equitação, tração e adestramento.São cavalos dispostos para o trabalho e solícitos sendo, desta forma, facilmente treináveis. Sua pelagem Baia é característica da raça existindo raramente alguns amarilhos e lobunos.
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